O que significa tomar a ceia indignamente?


O que significa tomar a Ceia indignamente? Primeiro, temos que entender que nenhum de nós é digno de participar desse ato santo; todos somos indignos da misericórdia e da bondade do Senhor. No entanto, aqui em 1 Coríntios, capítulo 11, versículo 27, o apóstolo Paulo não fala da nossa indignidade pessoal. Uma vez que todos nós somos purificados pelo sangue de Cristo, podemos nos aproximar do Senhor Deus com toda a dignidade e com os méritos de Cristo.

Nessa passagem, Paulo trata da conduta vergonhosa que caracterizava as reuniões dos coríntios para celebrar a Ceia do Senhor. Os cristãos do período apostólico que participavam de uma igreja local tinham o costume de se reunir pelo menos uma vez por semana para comerem juntos e, durante as refeições, celebrarem a Ceia do Senhor. Paulo está descontente pela maneira como eles estavam realizando seus cultos em geral.

A insatisfação do apóstolo era provocada pela falta de fraternidade e de reverência na celebração. Paulo chega até mesmo a dizer que as suas reuniões faziam mais mal do que bem, visto que produziam um resultado negativo. Em vez de serem para a edificação, instrução e conforto de suas almas, essas reuniões estimulavam a glutonaria, a embriaguez, as divisões e a carnalidade geral. Como resultado, a participação da Ceia, que deveria ser uma bênção, estava se tornando maldição e trazendo juízo e castigo para eles.

Não devemos nos aproximar da mesa do Senhor sob julgamento. É preciso confessar e abandonar o pecado, fazer reparação e pedir perdão àqueles que ofendemos. Em termos gerais, devemos nos certificar de que o estado da nossa alma é apropriado para o momento. Comer e beber sem discernir o corpo do Senhor é trazer juízo para si mesmo. Devemos estar cientes de que o corpo do Senhor foi entregue a fim de que nossos pecados pudessem ser eliminados. Se continuarmos a viver em pecado e, ao mesmo tempo, participarmos da mesa do Senhor, estaremos vivendo em falsidade.

Como resultado da falta de julgamento próprio, a igreja de Corinto sofreu inúmeras consequências. Alguns membros da igreja sofreram o julgamento disciplinador de Deus: muitos estavam fracos e doentes, e não poucos "dormiam". Em outras palavras, alguns foram acometidos por doenças e males físicos, e outros foram levados para o lar celestial prematuramente. Uma vez que não julgaram o pecado em suas vidas, o Senhor teve que tomar medidas disciplinares.

Em contrapartida, se julgarmos a nós mesmos, não precisaremos ser disciplinados. Como William MacDonald disse:

"Deus nos trata como Seus filhos. Ama-nos demais para permitir que continuemos pecando; mais do que depressa, sentimos o cajado do Pastor em nosso pescoço, puxando-nos de volta para o Senhor. Alguns santos podem ser dignos em Cristo de ir para o céu, mas não são dignos de permanecer na Terra como testemunhas." 

 

Rafael Willison

Formado em Tecnologia da informação pela Fundação Centro de Análise, Pesquisa e Inovação Tecnológica e graduando em Tecnologia em Redes de Computadores pela Universidade Estácio de Sá, é especialista em infraestrutura e segurança de redes de computadores, onde atua há mais de 10 anos. Atualmente Coordena Projetos Tecnológicos no CEMEAM (Centro de Mídias de Educação do Amazonas). É criador e editor do website Chamado ao Evangelho, diácono e professor da Escola Bíblica Dominical na Igreja Jesus Cristo Vivo.

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