As Calamidades da Vida – Por Paulo Junior - Chamado ao Evangelho

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quinta-feira, 10 de dezembro de 2015

As Calamidades da Vida – Por Paulo Junior


“Tem misericórdia de mim, ó Deus, tem misericórdia de mim, porque a minha alma confia em ti; e à sombra das tuas asas me abrigo, até que passem as calamidades.” (Salmos 57:1)
A palavra calamidade tem vários significados, que reportam para a mesma coisa: tragédia, catástrofe, infortúnio, adversidade. Pelo Espírito de Deus, meu desejo é escrever àqueles que estão passando por alguma calamidade.
Talvez você está – nesse exato momento – atravessando uma caudalosa crise. Meu coração dói e se angustia por ver o estado que as coisas se encontram, são de fato dias calamitosos.
O fato mais intrigante é que as calamidades alcançam também os cristãos, o povo de Deus: doenças que não encontram cura, que apesar da fé e compromisso com o Senhor, estão trazendo intenso sofrimento e dor; problemas no seio da família, que são verdadeiras batalhas campais; a realidade de conviver com um marido ímpio, grosso, violento, com quem você não consegue mais ter uma relação saudável, amorosa e respeitosa, ou talvez você sofra nas mãos de uma esposa perversa; pode ser que você esteja vivendo um divórcio traumático; filhos rebeldes, que se desviaram da presença de Deus para viverem uma vida de pecados, cheia de riscos, tirando assim o seu sono todas as noites; ou ainda, você está se deparando com um lar completamente dividido e sem controle.
Deixe-me ser franco, meu caro irmão: na verdade você está passando por uma grande calamidade. Você está em meio a lutas em todos os campos e áreas da sua vida.
Toda essa pujante batalha está te deixando deprimido, abatido, desencorajado, pode ser que seu estado de calamidade seja tão agudo que você já pensou em tirar a própria vida! Furacões e tempestades gigantescas te alcançaram e te cercaram e, em fim, te apanharam.
É possível que o príncipe desse mundo, Satanás, engendrou um plano perverso para te destruir, drenar sua força, fazer você desistir do seu chamado e, até mesmo da fé. Para isso ele tem usado toda sua artilharia pesada contra você: ele está lançando sofismas em sua mente, usando sua lancinante sedução para te levar ao desespero, a perda do equilíbrio emocional, a um surto, até que você sucumba e vá à bancarrota.
Esse também era o estado do rei Davi. Ele estava vivendo um período de calamidades, aliás, as calamidades marcaram muito a trajetória do rei Davi e, invariavelmente, marcarão também a vida de um cristão verdadeiro aqui na Terra. Porém, Davi não se desesperou, o Salmo 57 mostra qual foi a saída de Davi: “(…) à sombra das tuas asas me abrigo, até que passem as calamidades”.
Era como se Davi estivesse diante de uma enchente que cobriu toda a cidade e houvesse um único lugar nela que fosse seguro: uma montanha rochosa e elevada, onde ele pudesse encontrar abrigo e refúgio – pois nessa montanha a enchente não conseguiria alcançá-lo – nela ele permaneceria até que as águas abaixassem.
Eu te digo que essa montanha rochosa e elevadíssima é o Senhor Jesus Cristo! Nas sombras das Suas extensas e poderosas asas Davi se refugiava. Em tempos de perseguições vindas dos seus inúmeros inimigos, nas crises mais agudas e tribulações mais profundas, Davi se refugiava nos braços do Senhor, na Sua majestosa e consoladora presença!
Eis o nosso grande problema: temos muita dificuldade em vencer ou lidar com as calamidades porque estamos buscando refúgio e solução em outras fontes que não podem nos ajudar. Estamos buscando nas cisternas rotas, nas figuras de Cristo, e não na encarnação do Verbo, no Cristo vivo. Falta-nos fé, segurança nas promessas de Deus, confiança no invisível, no imaterial, acreditar na fidelidade de um Deus amoroso e misericordioso. Se assim não fizermos, sempre fracassaremos. Chega de confiar em carros e cavalos, chega de nos ludibriarmos com o brilhantismo e falácia dos homens, somos demais dependentes e carentes de homens, mesmo que esses sejam homens de Deus. Voltemo-nos para o Senhor!
Nesse período de calamidade, faça como Davi, meu querido irmão: há um monte elevado, uma rocha firme, uma fortaleza inexpugnável que não pode ser abalada por nada nessa Terra, onde nenhuma calamidade jamais poderá te alcançar. Vá para ela, escale-a, se esconda nela, ali você encontrará abrigo. Vá para os pés de Jesus, fique na Sua doce presença em profunda comunhão com Ele, lá as respostas das causas mais difíceis virão, Deus te dará direções, acalmará as agonias do seu coração! Não há necessidade de se desesperar, na presença de Cristo as soluções para os problemas mais complexos aparecerão, Ele revelará toda Sua bondade a você e, caso precise de um milagre, Ele não hesitará em fazê-lo.
Veja a continuação do Salmo 57.2: “Clamarei ao Deus altíssimo, ao Deus que por mim tudo executa”.
Clame o Deus Altíssimo meu querido irmão, Ele executará tudo que for necessário ao seu favor, Deus não está alheio a sua dor, nem indiferente ao seu sofrimento, apenas deixe as cisternas rotas, deixe esses modismos, tire da frente dos seus olhos essas miragens (ilusões) – que satisfazem temporariamente sua carne – e volte-se para o manancial de águas vivas.
O salmista ainda continua: “Ele enviará desde os céus, e me salvará do desprezo daquele que procurava devorar-me” (v. 3).
Ele te salvará das “calamidades”. Ele fará tudo for necessário para te proteger e te livrar das calamidades. Tenha sempre em mente que o Deus que você serve é cheio de terna misericórdia. Nesse momento de calamidades, faça como o rei Davi: se refugie em Cristo, a Rocha e Fortaleza da sua salvação. Assim, em breve, as calamidades vão passar, para a glória do Senhor!
Amém!
No amor de Cristo,
Paulo Junior

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