FACTS: Os Cinco Pontos do Arminianismo - Chamado ao Evangelho

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sexta-feira, 13 de dezembro de 2019

FACTS: Os Cinco Pontos do Arminianismo



























Freed by Grace (to bilieve)
Atonement for All
Conditional Election
Total Depravity
Security in Christ

Depravação Total

“Depravação Total, por sua definição, significa que as pessoas não querem ter nada a ver com Deus; e, na verdade, quando escolhem entre Deus e seus desejos egoístas, elas sempre escolhem contra Deus”.
(OSBORNE, Grant R. Romans. [The IVP New Testament Commentary Séries}.
Downers Grove, InterVarsity Press, 2004, p.87)

O homem foi criado à imagem de Deus, bom e justo, mas caiu de seu estado original sem pecado por meio da desobediência deliberada, tornando a humanidade pecadora, separada de Deus e sob a sentença da condenação divina.
“Depravação Total” não significa que os seres humanos são tão maus quantos poderiam ser, mas quer dizer que o pecado afetou cada parte do ser de uma pessoa e que as pessoas agora têm uma natureza pecaminosa com a inclinação natural para o pecado, sendo cada ser humano fundamentalmente corrupto.
Portanto, os seres humanos não são capazes de pensar, querer, ou fazer nada de bom de si mesmo, incluindo merecer o favor de Deus, salvar-se do julgamento e da condenação de Deus merecida, ou mesmo crer no evangelho.
“Para alguém ser salvo, Deus deve tomar a iniciativa”.
[Gn 6,5 e 8,21 / Sl 14,1-3 e 51,5 / Rm 3,10-18 / Ef 2,1-3]

• O que não significa “depravação Total”?

1. Não significa que o homem é tão mau quanto poderia ser.
2. Não significa que as pessoas não podem fazer coisas boas
3. Não significa que as pessoas não têm consciência de Deus.

• O que significa “Depravação Total”?

1. Significa que o pecado atingiu a todos os seres humanos
2. Significa que o pecado atingiu todo o ser do homem
Extensivamente e não Intensivamente

Expiação Ilimitada

“O sacrifício de Cristo foi destinado tanto a disponibilizar a salvação para todos, quanto para conquistar a salvação a todos os que creem”.
(GEISLER, Norman. Teologia Sistemática. [Volume 2]. Rio de Janeiro, CPAD, 2010, p. 291)

Deus ama o mundo e quer que todos os homens sejam salvos e cheguem ao conhecimento da verdade. Portanto, Deus deu o seu único filho para morrer pelos pecados de todo o mundo de modo a proporcionar o perdão e a salvação para todas as pessoas.

“Embora Deus tenha providenciado a salvação para todas as pessoas por meio da morte sacrificial e substitutiva de Cristo por todos, os benefícios da morte de Jesus são recebidos pela graça mediante a fé e são eficazes apenas para aqueles que creem”.
[João 1,29 e 3,16 / Rm 5, 6 e 18 / 2 Co 5,14-15 / 1Tm 2,4-6 e 4,10 / 2Pe 2,1 / 1Jo 2,2]

Graça Resistível

“A afirmação de que a graça é resistível significa [para Armínio} que o dom divinal da salvação jamais é irreversível nesta vida”.
(STANGLIN, Keith D. & Mc CALL, Thomas H. Jacob Arminius: Theologian of Grace.
New York, Oxford University Press, 2012, p.24).

Por causa da Depravação Total e da Expiação para Todos (como descrito antes), Deus chama todas as pessoas em todos os lugares para se arrependerem e crerem no evangelho, e graciosamente capacitam aqueles que ouvem o evangelho para que respondam a ele de forma positiva em fé.
Deus regenera aqueles que creem em Cristo. A fé precede logicamente a regeneração.
A graça salvadora de Deus é resistível, o que quer dizer que ele dispensa sua graça chamando, atraindo e convencendo (o que nos levaria à salvação se respondêssemos com fé), mas de tal forma que podemos rejeitá-la. Aqueles que ouvem o evangelho podem aceita-lo pela graça ou rejeitá-lo para a sua própria destruição eterna.
[Is 65,2-3 / Jr 7,23-24 / Mt 23,37 / Lc 7,29-30 / At 7,51 e 13,45 / 2Tm 3,8]

Eleição Condicional

“Através de sua presciência, Deus vê quem será em Cristo Jesus como Salvador e Senhor, e se tornará unido com Ele através da fé. Então, mesmo antes da criação do mundo Ele predestina estes crentes para compartilhar a glória do Cristo ressurreto”.
(COTTRELL, JACK W. Eleição Condicional. In: PINNOCK Clark H. & WAGNER, John D. Graça para todos: A Dinâmica Arminiana da Salvação. São Paulo, Editora Reflexão, 2016, p. 147).

Deus decidiu soberanamente escolher para a salvação apenas aqueles que têm fé em Seu Filho, Jesus Cristo. Deus conheceu de antemão, desde a eternidade, quais indivíduos creriam em Cristo. A estes, Ele elegeu para a salvação.

• Entre os arminianos, há dois tipos diferentes de eleição condicional à fé:

1. Eleição Individual: Deus elege individualmente para a salvação com base na Sua presciência da fé de cada um e, assim, predestina para a vida eterna.

2. Eleição Corporativa: A eleição para a salvação é primeiramente da Igreja como povo e abrange os indivíduos apenas em união de fé com Cristo, o Escolhido, e como membros de seu povo. Uma vez que a eleição do indivíduo deriva da eleição de Cristo e do povo corporativo de Deus, os indivíduos tornam-se eleitos quando creem e permanecem eleitos apenas enquanto creem.

[Rm 8, 28-30 / Ef 1,4-5 e 11-13 / 1Pe 1,1-2]

Segurança em Cristo

“[...] um crente, enquanto permanece crente, não perecerá. 1 [...] somente afastando-se de Cristo através da incredulidade – um ato decisivo de apostasia – pode um cristão perder a sua salvação”. 2
1 FORLINES, F. Leroy. The Quest for Truth. Nashville, Randall House Publications, 2001, p.14.  2 PINSON, J. Matthew. [Ed.]. Four Views on Eternal Security. Grand Rapids, Zondervan, 2002, p.15.

Uma vez que a salvação vem pela fé em Cristo, a segurança continua pela permanência na fé em Cristo. Assim como o Espírito Santo nos habilita a crer em Cristo, assim também Ele nos capacita a continuar a crer em Cristo. Deus protege o nosso relacionamento de fé com Ele de qualquer força externa que queira nos arrebatar para longe de Cristo ou da nossa fé, e Ele nos preserva para a salvação, desde que confiemos em Cristo.

Entre os arminianos há duas formas de entender a questão:

1. Alguns defendem que os crentes podem abandonar a fé em Cristo e assim perecer (esse ponto de vista é defendido pela maioria dos arminianos).

2. Alguns entendem que Deus guarda irresistivelmente os crentes de abandonar a sua fé e, portanto de entrar em eterna condenação (como incrédulos).
[Jo 15,6 / 1Co 15,1-2 / 1Tm 1.18-20 e 4,1 e 6,20-21 / Hb 6,4-6]

Créditos: Extraído da palestra de Introdução à Teologia Armínio-Wesleyana do Prof Dr. Carlos Augusto Vailatti


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