O dia em que o apóstolo Paulo não curou um enfermo - Renato Vargens - Chamado ao Evangelho

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quinta-feira, 4 de agosto de 2016

O dia em que o apóstolo Paulo não curou um enfermo - Renato Vargens



Os "apóstolos" da modernidade costumam ensinar que TODAS as enfermidades devem ser curadas mediante a ordem ou determinação do profeta. Para estes, o líder possui SUPREMA autoridade sobre as doenças podendo curá-las na hora que quiser, bastando somente liberar a Palavra.

Ao ler a segunda epístola de Paulo a Timóteo deparei-me com um verso em que o Apóstolo aos Gentios informou ao seu jovem amigo que havia deixado Trófimo doente em Mileto.  (II Timóteo 4:20) 

Ora, como é que é? O grande Paulo não curou Trófimo? Ora, por acaso apóstolos não possuem AUTORIDADE sobre tudo e todos e na hora que desejam podem curar enfermidades?  Por que será que Paulo então não curou Trófimo? Ah! Já sei! Deve ter faltado fé ou talvez Trófimo tenha dado legalidade ao diabo impedindo assim que Paulo ministrasse seu poder curador. ou quem sabe Paulo, estivesse em pecado, o que impediu de curar o irmão.

Caro leitor, vamos combinar uma coisa? Estou cansado desses apedeutas ignóbeis que em nome de uma fé tosca e tacanha elocubram explicações piroténicas para justificar o injustificável.

O fato de Trófimo não ter sido curado aponta para verdade inequívoca de que homem nenhum possui poder capaz de curar quem quer que seja. Homens podem orar a Deus, rogando a este que cure as enfermidades, mas, ninguém por mais santo que seja, possui autoridade sobre o Eterno dando a este ordens de quem, como, e quando deve ser curado. 

À luz das Escrituras e do comportamento paulino sou tomado pela convicção que Paulo  deva ter orado pela cura de Trófimo mesmo porque, Paulo era um homem ques costumava orar e interceder pelos seus. Todavia, por algum motivo, Deus resolveu não ouvir a oração Paulina, permitindo assim que Trófimo continuasse acamado. 

Na verdade, não sabemos se Trófimo recuperou-se da sua enfermidade, se permaneceu adoentado, ou até mesmo se veio a óbito em virtude dessa doença. O que sabemos é que coube a Deus naquele momente permitir que o seu filho permancesse doente.

Isto posto concluo dizendo que o nosso Deus é soberano e faz o que quer. O Eterno não nos deve satisfações e nem tampouco tem a obrigação de obedecer determinações humanas. Ele cura se quiser e da forma que quiser, portanto, deixemos de lado os falsos ensinos disseminados por falsos profetas e façamos da Palavra de Deus, nossa única e exclusiva regra de fé.

Pense nisso!

Renato Vargens 

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