Epidemia Virtual Mundial – Paulo Junior - Chamado ao Evangelho

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segunda-feira, 28 de setembro de 2015

Epidemia Virtual Mundial – Paulo Junior


Achei urgente e pertinente publicar os trechos das reportagens e matérias abaixo, para que o querido leitor fique por dentro do poder que as mídias sociais exercem em âmbito mundial, e dos estragos que o mau uso desses meios está causando na sociedade moderna. Você e sua família podem estar correndo perigo. Leia com atenção, vá às fontes indicadas e tire suas próprias conclusões, com temor e discernimento.

No amor de Cristo, Paulo Junior.
TRECHOS DA REPORTAGEM “VOCÊ É ESCRAVO DO CELULAR?”:
“Estamos viciados. Em qualquer lugar, a qualquer momento do dia, não conseguimos deixar de lado o objeto de nossa dependência. Dormimos ao lado dele, acordamos com ele, o levamos para o banheiro e para o café da manhã – e, se, por enorme azar, o esquecemos em casa ao sair, voltamos correndo. Somos incapazes de ficar mais de um minuto sem olhar para ele. É através dele que nos conectamos com o mundo, com os amigos, com o trabalho. Sabemos da vida de todos e informamos a todos o que acontece por meio dele. Estou falando do celular! Os neurocientistas dizem que eles nos fornecem pequenos estímulos prazerosos dos quais nos tornamos dependentes (…). E – pior de tudo – até mesmo enquanto dirigem”.
“(…) O pai de todos os vícios virtuais, claro, é o Facebook, maior rede social do mundo, onde publicamos notícias sobre nós mesmos como se alimentássemos um grande jornal coletivo sobre a vida cotidiana. Depois dele, o Whatsapp, promovem bate-papos escritos que se assemelham a uma conversa na mesa do bar. O final dessa história pode ser dramático. Interagir com o aparelho – e com centenas de amigos escondidos sob a tela de cristal – tornou-se para alguns uma compulsão tão violenta que pode colocar a própria vida em risco”.
Fonte: Revista Época, de 08/02/2012. Disponível emhttp://revistaepoca.globo.com/vida/noticia/2012/06/voce-e-escravo-do-celular.html
TRECHOS DA REPORTAGEM “FOBIA DE PERDER O CELULAR”:
“(…) Hoje, a internet e os celulares são ferramentas profissionais e de estudo. De acordo com pesquisa realizada pela Google no ano passado, 73% dos brasileiros que possuem smartphones não saem de casa sem eles. A advogada Nídia Aguilar, por exemplo, diz se sentir ansiosa e incomodada quando fica longe do celular.
— A linha que separa o uso do abuso é tênue. Na dependência patológica, o uso excessivo está ligado a um transtorno de ansiedade, como pânico ou fobia social — afirma a psicóloga Anna Lucia Spear King, pesquisadora do Laboratório de Pânico e Respiração do Instituto de Psiquiatria da UFRJ”.
“(…) Ela explica que os principais sintomas da síndrome são angústia e sensação de desconforto quando se está sem o telefone e mudanças comportamentais, como isolamento e falta de interesse em outras atividades”.
Fonte: O Globo, de 09/06/2013. Disponível em
http://oglobo.globo.com/sociedade/tecnologia/cuidado-uso-excessivo-de-internet-celular-pode-viciar-8636717
Dados sobre a Internet:
– Estima-se que há um total de 504.082.040 sites na internet mundial, segundo dados de Outubro de 2011. – 3 bilhões de pessoas acessam regularmente a Internet no mundo todo, de acordo com relatório da ONU. – Apenas no Brasil, cerca de 85,9 milhões são usuários assíduos da Internet
Fontes: http://www.variedadesedicas.com/2011/10/quantos-sites-existem-na-internet.html , http://www.ebc.com.br/noticias/internacional/2014/11/agencia-uitonu-constata-que-43-bilhoes-de-pessoas-nao-acessam-a e http://exame.abril.com.br/tecnologia/noticias/mais-da-metade-dos-brasileiros-sao-usuarios-da-internet .
Dados sobre WhatsApp e Facebook:
– O WhatsApp atingiu a marca de 800 milhões de usuários mensalmente ativos em todo o mundo, em Abril de 2015. – WhatsApp tem média de 25 milhões de novos usuários ativos por mês. Seus usuários enviam 16 bilhões de mensagens e 500 milhões de imagens por dia.
– O Facebook atingiu a marca de 1,6 bilhão de usuários.
– Uma pesquisa realizada no Reino Unido mostrou que as pessoas desperdiçam, em média, dois dias de trabalho por mês em buscas inúteis pela internet, além de um terço do tempo total online sem um objetivo definido. Difícil é resistir a tantos links logo ali, a um clique de distância.
Fontes: http://exame.abril.com.br/tecnologia/noticias/whatsapp-atinge-800-milhoes-de-usuarios-mensalmente-ativos , http://exame.abril.com.br/tecnologia/noticias/whatsapp-acelera-e-twitter-come-poeira-em-no-de-usuarios e http://gazetaonline.globo.com/_conteudo/2010/06/647814-o+perigo+a+um+clique+a+internet+tambem+pode+viciar.html .
OS VÍCIOS QUE A INTERNET PODE CAUSAR
– 3,2 bilhões é a quantidade de internautas ao redor do mundo, segundo estatística da UIT, órgão especializado em telecomunicações vinculado a ONU.
– 10% de viciados – É o percentual de usuários dependentes de Internet.
– 4,5 milhões – É o número aproximado de pessoas viciadas que vivem no Brasil.
O Brasil ocupa a terceira posição em numero de pessoas conectada na internet no mundo – são quase 100 milhões de pessoas conectadas, que gastam até 44 horas por mês navegando. – Quase 5 milhões de pessoas são viciadas em Internet, no Brasil.
– Pesquisas britânicas comparam a dependência da internet com a dependência de drogas e álcool
Fontes: http://g1.globo.com/tecnologia/noticia/2015/05/mundo-tem-32-bilhoes-de-pessoas-conectadas-internet-diz-uit.html , http://g1.globo.com/Noticias/Tecnologia/0,,MUL356214-6174,00-VICIO+EM+INTERNET+DEVE+SER+CONSIDERADO+DISTURBIO+MENTAL+DIZEM+MEDICOS.html , http://analistati.com/voce-e-viciado-em-internet/ .
OS SINTOMAS DE UM VICIADO EM INTERNET
– Preocupação constante com o que acontece na internet quando está offline.
– Necessidade contínua de utilizar a web como forma de obter excitação.
– Irritabilidade quando é privado do uso ou ele mesmo tenta reduzir o tempo de uso.
– Utilização da internet como forma de fugir de problemas ou aliviar sentimentos de impotência, culpa, ansiedade ou depressão.
– Mentir para familiares para encobrir a extensão do envolvimento com as atividades on-line.
– Diminuição ou piora do contato social com amigos e familiares.
– Falta de interesse em atividades fora da rede. (esportes – lazer – passeios)
– Comprometimento das atividades profissionais e acadêmicas, como perda do emprego ou não ser aprovado na escola.
– Lesões nas articulações dos dedos causadas pela intensa digitação.
A psicóloga Luciana Nunes explica que os sintomas descritos podem ser transpostos também para a dependência pelo celular.
Fonte: http://oglobo.globo.com/sociedade/tecnologia/cuidado-uso-excessivo-de-internet-celular-pode-viciar-8636717 .
“(…) O problema de vício em Internet afeta mais de 50 milhões de pessoas no mundo, segundo dados da Universidade La Salle, nos Estados Unidos, e 4,3 milhões no Brasil. Números que só tendem a crescer pela maior facilidade de acesso à web e pelo desenvolvimento tecnológico.
De acordo com Ângela Vieira, mestra, docente em Psicologia há 56 anos, o vício pela Internet apresenta a mesma compulsão de todos os outros vícios, como por jogo, comer, compras, sexo, drogas, entre outros. “Pontuamos aqui a compulsão, cuja característica é a falta de domínio sobre a atitude. Então, se a pessoa possui uma personalidade compulsiva, poderá desenvolver o TOC (Transtorno Obsessivo Compulsivo), pois tanto a compulsão como a obsessão são involuntárias, sendo que as obsessões estão tão embutidas na consciência que não podem ser apagadas facilmente por livre decisão do indivíduo”.
Fonte: http://acritica.uol.com.br/noticias/Internet-vicio-mundo-virtual-problema_0_1060693938.html .
Problemas
“A universitária Laís Barbosa já passou por situações complicadas, por ficar online constantemente. “Às vezes prejudica. Já me chamaram muito atenção por deixar de fazer tarefas do dia a dia para ficar na Internet, e em questões de saúde, já que eu tenho problemas de visão. Segundo o oftalmologista, o fato de ficar muito tempo na frente do computador ou do celular é um fator agravante”, contou Laís, que costuma passar em média 18 horas conectadas.
Eu geralmente fico batendo papo no Whatsapp, olhando o Facebook, Instagram e, como não costumo ver TV, fico em sites de notícias. Às vezes, eu também uso a Internet para fazer compras e também vejo muitos vídeos no YouTube. O máximo que fiquei sem Internet foi um dia, que foi pelo celular. Ficava o dia inteiro tentando encontrar ocupações (…)”.
“Quantas horas por dia você passa navegando na internet? Existem pessoas que ficam mais de 8 horas diárias, conferindo seus e-mails, redes sociais, pesquisas diversas, notícias, ufa, muita informação. Às vezes ficam madrugadas inteiras conectadas para não perder nenhuma novidade que acontece na rede. Isso pode gerar sérios problemas tanto psicológicos quanto físicos, chegando a um estágio que pode ser chamado de dependência, como ocorre com álcool, cigarro e outras drogas. Só que, nesse caso, se trata da chamada “dependência virtual”.
(…) A estimativa é que 4% dos internautas desenvolvam o que a psicologia chama de uso patológico da internet ou Transtorno de Dependência de Internet (TDI). São pessoas que, depois de tanto tempo conectadas, não conseguem mais imaginar vida além da virtual e até quando estão off-line – desconectadas – se preocupam com o que está acontecendo na grande rede, explica a psicóloga Luciana Nunes, do Instituto PsicoInfo, do Rio de Janeiro (…)”.
Fontes: http://acritica.uol.com.br/noticias/Internet-vicio-mundo-virtual-problema_0_1060693938.html , http://analistati.com/voce-e-viciado-em-internet/ .
EXEMPLOS DE VÍTIMAS DA DEPENDÊNCIA DIGITAL
“Eu literalmente não sabia o que fazer comigo”, disse um estudante do Reino Unido. “Fiquei me coçando como um viciado porque não podia usar o celular”, contou um americano. “Me senti morto”, desabafou um jovem da Argentina. Esses são alguns dos relatos entre os mil que foram colhidos por pesquisadores da Universidade de Maryland, nos Estados Unidos. Eles queriam saber o que sentiam jovens espalhados por dez países, nos cinco continentes, depois de passarem 24 horas longe do computador, dos smartphones e tablets. As descrições, como se viu, são assombrosas. E representam exatamente como sofrem os portadores de um transtorno preocupante que tem avançado pelo mundo: o IAD (Internet Addiction Disorder), sigla em inglês para distúrbio da dependência em internet. Na verdade, o que os entrevistados manifestaram são sintomas de abstinência, no mesmo grau dos apresentados por quem é dependente de drogas ou de jogo, por exemplo, quando privado do objeto de sua compulsão.
Estima-se que 10% dos brasileiros enfrentem o problema. Esse número pode ser ainda maior dada a velocidade com que a internet chega aos lares nacionais. Segundo pesquisa da Navegg, empresa de análises de audiências online, o Brasil registrou o número recorde de 105 milhões de pessoas conectadas no primeiro trimestre deste ano. Dados da Serasa Experian mostram que o brasileiro passa mais tempo no YouTube, no Twitter e no Facebook do que os internautas do Reino Unido e
dos EUA. A atividade na rede é impulsionada pela explosão dos smartphones. De acordo com a consultoria Internet Data Corporation, esses aparelhos correspondiam a 41% (5,5 milhões) dos celulares vendidos em março. Em abril, o índice pulou para 49% (5,8 milhões)”.
“Apesar de o distúrbio ainda não constar no Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais, estudos recentes apontam que as mudanças causadas no cérebro pelo abuso na utilização da web são similares aos efeitos de drogas químicas, como o álcool e a cocaína.
A dependência pela tecnologia é comportamental, as outras são químicas, mas ela causa o mesmo desgaste na ponta do neurônio que as drogas — explica Cristiano Nabuco de Abreu, coordenador do Grupo de Dependências Tecnológicas do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas de São Paulo”.
“A gravidade do problema está levando a uma mobilização mundial em busca de soluções. Uma das frentes – a do reconhecimento médico do transtorno – está em franca discussão. Recentemente, a dependência foi um dos temas que envolveram a publicação da nova versão do Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais, publicação da Associação Americana de Psiquiatria adotada como guia para o diagnóstico das doenças mentais (…).
(…) Em países como Japão, China e Coreia do Sul, a dependência já é tratada como questão de saúde pública. Programas desses governos foram criados na tentativa de mitigar o problema. O Ministério da Educação japonês lançou um projeto que atenderá 500 mil adolescentes. Além de psicoterapia, a iniciativa definirá áreas ao ar livre nas quais os jovens serão exortados ao convívio social por meio da prática de esportes, com uso restrito às mídias digitais. Na China, o programa é militarizado, o que desperta críticas no Ocidente. “É um tratamento militar, com total restrição à mídia”, diz Rosa Farah, coordenadora do Núcleo de Pesquisa e Psicologia em Informática da PUC-SP
No Brasil, a assistência aos dependentes é feita em serviços vinculados a universidades . O tratamento se baseia em terapia, intervenção familiar e remédios, se necessário. “Damos atendimento de acordo com o caso”, explica Dartiu Xavier, diretor do Programa de Orientação e Assistência a Dependentes, da Universidade Federal de São Paulo”.
“(…) A humanidade está condenada a ficar presa em um modelo de interrupções mentais frequentes e sem se aprofundar em nada”, diz o psicólogo Cristiano de Abreu. Para Peter Whybrow, da Universidade da Califórnia, a internet induz a ciclos de mania, seguidos por ciclos de depressão. “O computador é como a cocaína”, disse à ISTOÉ. “O abuso leva à compulsão.” De fato, pesquisas mostram que o vício digital aciona o sistema cerebral de recompensa, o mesmo estimulado pelas drogas. Quanto mais se cede à compulsão, mais sensação de prazer o cérebro produz. E isso vai até um ponto no qual a pessoa não consegue mais ficar sem essa sensação, tornando-se dependente de seu foco de compulsão”.
“(…) Na Alemanha, pesquisadores da Universidade de Bonn descobriram que os dependentes apresentam uma variação genética já identificada naqueles com propensão ao vício da nicotina. “Essa alteração eleva a probabilidade de comportamentos compulsivos”, diz Christian Montag, um dos autores da pesquisa”.
Fontes: http://www.istoe.com.br/reportagens/326665_VITIMAS+DA+DEPENDENCIA+DIGITAL , http://oglobo.globo.com/sociedade/tecnologia/cuidado-uso-excessivo-de-internet-celular-pode-viciar-8636717 .
DOENÇAS CAUSADAS
“A internet e as mídias sócias podem estar aos poucos levando você à beira da insanidade. E não estamos aqui usando nenhuma figura de linguagem.
À medida que a Internet evoluiu para ser onipresente da vida moderna, testemunhamos o aumento de uma série de transtornos mentais distintos ligados diretamente ao uso da tecnologia digital. Até recentemente, esses problemas, amenos ou destrutivos, não tinham sido reconhecidos oficialmente pela comunidade médica”.
Essas doenças são identificadas como:
Nomophobia
O que é: a ansiedade que surge por não ter acesso a um dispositivo móvel. O termo “Nomophobia” é uma abreviatura de “no-mobile phobia” (medo de ficar sem telefone móvel).
A nomophobia é o aumento acentuado da ansiedade que algumas pessoas sentem quando são separadas de seus telefones.
Sabe aquela horrível sensação de estar desconectado quando acaba a bateria do seu celular e não há tomada elétrica disponível? Para alguns de nós, há um caminho neural que associa diretamente essa sensação desconfortável de privação tecnológica a um tremendo ataque de ansiedade”.
“Estamos condicionados a prestar atenção às notificações dos nossos telefones”, disse Rosen. “Somos como os cães de Pavlov, de certa forma. Você vê as pessoas pegarem seus celulares e dois minutos depois fazerem a mesma coisa, mesmo que nada tenha ocorrido. Isso é impulsionado pela ação reflexa, bem como pela ansiedade para se certificar de que não ter perdido nada. É tudo parte da reação FOMO (Fear Of Missing Out, ou medo de estar perdendo algo).
Síndrome do toque fantasma
O que é: quando o seu cérebro faz com que você pense que seu celular está vibrando ou tocando no seu bolso (ou bolsa, se você preferir).
Alguma vez você já tirou o telefone do bolso porque o sentiu tocar e percebeu depois que ele estava no silencioso o tempo todo? E, ainda mais estranho, ele nem estava no seu bolso para começo de conversa?
Segundo o Dr. Larry Rosen, autor do livro iDisorder, 70% dos (usuários intensivos) de dispositivos móveis já relataram ter experimentado o telefone tocando ou vibrando mesmo sem ter recebido nenhuma ligação. Tudo graças a mecanismos de resposta perdidos em nossos cérebros.
“Provavelmente sempre sentimos um leve formigamento no nosso bolso. Há algumas décadas nós teríamos apenas assumido que isso era uma leve coceira e teríamos coçado”, diz Rosen em entrevista ao TechHive.
“Mas agora, nós configuramos o nosso mundo social para girar em torno dessa pequena caixa em nosso bolso. Então, sempre que sentimos um formigamento, recebemos uma explosão de neurotransmissores do nosso cérebro que podem causar tanto ansiedade quanto prazer e nos preparam para agir.
No futuro, há o risco da doença evoluir para novas formas, como, por exemplo, usuários de Google Glass começarem a ver coisas que não existem porque seu cérebro está ligado a sinais típicos do aparelho.
Náusea Digital (Cybersickness)
O que é: a desorientação e vertigem (passar mal) que algumas pessoas sentem quando interagem com determinados ambientes digitais. É basicamente o nosso cérebro sendo enganado e ficando enjoado por conta da sensação de movimento quando não estamos realmente nos movimentando.
A última versão do iOS, sistema operacional móvel da Apple, é uma reivenção plana, versátil e bonita da interface do usuário móvel. Infelizmente, ela também faz as pessoas vomitarem e forneceu o mais recente exemplo da doença.
Assim que a nova versão do iOS foi liberada para os usuários de iPhone e iPad no mês passado, os fóruns de suporte da Apple começaram a encher com reclamações de pessoas que sentem desorientação e náuseas depois de usar a nova interface.
Isso tem sido atribuído em grande parte ao efeito que faz com que os ícones e a tela de abertura pareçam estar se movendo dentro de um mundo tridimensional abaixo do visor de vidro.
Essas tonturas e náuseas resultantes de um ambiente virtual foram apelidadas de ciberdoença.
Depressão de Facebook
O que é: a depressão causada por interações sociais (ou a falta de) no Facebook.
Os seres humanos são criaturas sociais. Então você pode pensar que o aumento da comunicação facilitada pelas mídias sociais faria todos nós mais felizes e mais contentes. Na verdade, o oposto é que parece ser verdade.
Um estudo da Universidade de Michigan mostra que o grau de depressão entre jovens corresponde diretamente ao montante de tempo que eles gastam no Facebook.
Uma possível razão é que as pessoas tendem a postar apenas as boas notícias sobre eles mesmos na rede social: férias, promoções, fotos de festas, etc. isso te leva pensar que todos estão vivendo vidas muito mais felizes e bem-sucedidas que você – Invariavelmente te levará a baixa estima complexo de inferioridade.
O Dr. Rosen também conduziu um estudo sobre o estado emocional dos usuários do Facebook e identificou que, enquanto realmente há uma relação entre o uso do Facebook e problemas
emocionais como depressão, os usuários que possuem um grande número de amigos na rede social mostraram ter menor incidência de tensão emocional.
Transtorno de Dependência da Internet
O que é: uma vontade constante e não saudável de acessar à Internet.
O Transtorno de Dependência da Internet é o uso excessivo e irracional da Internet que interfere na vida cotidiana. Os termos “dependência” e “transtorno” são um pouco controversos na comunidade médica, já que a utilização compulsiva da Internet é vista frequentemente como sintoma de um problema maior, em vez de ser considerada a própria doença.
“Diagnósticos duplos fazem parte de tratamentos, de modo que o problema está associado a outras doenças, como depressão, TOC, Transtorno de Déficit de Atenção e ansiedade social”, diz a Dra. Kimberly Young. A médica é responsável pelo Centro de Dependência da Internet, que trata de inúmeras formas de dependência à rede, como o vício de jogos online e jogos de azar, e vício em cibersexo.
Além disso, ela identificou que formas de vício de Internet geralmente podem ser atribuídas a “baixa autoestima, baixa autossuficiência e habilidades ruins”.
Vício de jogos online
O que é: uma necessidade não saudável de acessar jogos multiplayer online.
De acordo com um estudo de 2010 financiado pelo governo da Coreia do Sul, cerca de 18% da população com idades entre 9 e 39 anos sofrem de dependência de jogos online. O país inclusive promulgou uma lei chamada “Lei Cinderela”, que corta o acesso a games online entre a meia-noite e às 6 da manhã para usuários com menos de 16 anos em todo o país.
Embora existam poucas estatísticas confiáveis sobre o vício em videogames nos Estados Unidos, o número de grupos de ajuda online especificamente destinados a essa aflição aumentou nos últimos anos. Exemplos incluem o Centro para Viciados em Jogos Online e o Online Gamers Anonymous, que formou o seu próprio programa de recuperação de 12 passos.
“Quando você é dependente de algo, seu cérebro basicamente está informando que precisa de certas substâncias neurotransmissoras, particularmente a dopamina e a serotonina, para se sentir bem”, diz o Dr. Rosen. “O cérebro aprende rapidamente que certas atividades vão liberar essas substâncias químicas. Se você é um viciado em jogos de azar, tal atividade é o jogo. Se você é um viciado em jogos online, então a atividade é jogar videogames. E a necessidade de receber os neurotransmissores exige que você faça repetidamente a atividade para se sentir bem.”
Cibercondria, ou hipocondria digital
O que é: a tendência de acreditar que você tem doenças sobre as quais leu online.
O corpo humano é um magnífico apanhado de surpresas que constantemente nos presenteia com dores misteriosas, aflições e pequenos inchaços que não estavam ali da última vez que verificamos. Na maioria das vezes, essas pequenas anormalidades não dão em nada.
Mas os vastos arquivos de literatura médica disponíveis online permitem que a nossa imaginação corra solta em todos os tipos de pesadelos médicos!
Teve uma dor de cabeça? Provavelmente não é nada. Mas, de novo, a WebMD diz que essas dores de cabeça são um dos sintomas de tumor no cérebro. Há uma chance de você morrer muito em breve! É esse o tipo de pensamento que passa pela cabeça de um cibercondríaco – que juntam fatores médicos para chegar às piores conclusões possíveis.
E isso está longe de ser incomum. Em 2008, um estudo da Microsoft descobriu que autodiagnósticos feitos a partir de ferramentas de busca online geralmente levam os “buscadores aflitos” a concluir o pior. A cibercondria é apenas uma hipocondria com conexão banda larga.
“A Internet pode exacerbar os sentimentos existentes de hipocondria e, em alguns casos, causar novas ansiedades. Porque há muita informação médica lá fora, e algumas são reais e válidas e outras contraditórias”, disse o Dr. Rosen. “Mas, na Internet, a maioria das pessoas não pratica a leitura literal da informação. Você pode encontrar uma maneira de transformar qualquer sintoma em milhares de doenças terríveis. Você alimenta essa sensação de que está ficando doente.”
O efeito Google
O que é: a tendência do cérebro humano de reter menos informação porque ele sabe que as respostas estão ao alcance de alguns cliques.
Graças à Internet, um indivíduo pode facilmente acessar quase toda a informação que a civilização armazenou ao longo de toda sua vida. Acontece que essa vantagem acabou alterando a forma como nosso cérebro funciona.
Identificada algumas vezes como “The Google Effect” (ou efeito Google) as pesquisas mostram que o acesso ilimitado à informação faz com que nossos cérebros retenham menos informações. Ficamos preguiçosos. Em algum lugar do nosso cérebro está o pensamento “eu não preciso memorizar isso porque posso achar no Google mais tarde”.
Segundo o Dr. Rosen, o Efeito Google não é necessariamente uma coisa ruim. Ele poderia ser visto como o marco de uma mudança social, uma evolução que apontaria para o nascimento de uma população mais esperta e mais informada. Mas também é possível, admite ele, que tenha resultados negativos em certas situações. Por exemplo, um jovem adolescente não memorizar a matéria das provas porque ele sabe que a informação estará no Google quando ele precisar, diz o médico.
Fonte: http://www.pragmatismopolitico.com.br/2013/10/conheca-doencas-provocadas-internet.html .
EFEITO DA TECNOLOGIA NAS CRIANÇAS
Tecnologia em excesso afeta a saúde física e mental das crianças
“As que passam muitas horas conectadas diariamente são as que mais correm riscos, que vão desde problemas sociais, passando por depressão, ansiedade e baixa auto-estima.
As mãos pequenas das crianças podem catar as letras miúdas das telas touchscreen de forma bem mais ágil que os dedos maiores dos adultos. Eles usam Whatsapp para conversar com as mães, postam selfies no Instagram e a grande maioria está no Facebook — mesmo sendo, teoricamente, proibido para menores de 13 anos.
(…) Relatório divulgado no último dia 16 pela Public Health England, agência responsável por definir os parâmetros do sistema de saúde público britânico, apontou que crianças que passam muito tempo na internet seja pelo computador seja pelo celular estão desenvolvendo problemas de saúde mental.
De acordo com matéria publicada pelo site do jornal inglês The Telegraph, o relatório garante que aquelas que passam mais de quatro horas conectadas diariamente são as que mais correm riscos, que vão desde problemas sociais, passando por depressão, ansiedade e baixa autoestima. Os dados foram considerados alarmantes e reforçam o temor de pais e educadores quanto à dificuldade em fazer com que as crianças consigam se desligar desses aparelhos.
(…) A pesquisa Digital Diares é realizada desde 2010, pela AVG Technologies, com mães de todo o mundo. Os últimos resultados, divulgados neste ano, mostraram que, na faixa etária entre 3 e 5 anos, 66% das crianças conseguem operar jogos de computador e 47% delas sabem usar um smartphone. Em contrapartida, somente 14% são capazes de amarrar os cadarços e só 23% sabem nadar.
Entre os entrevistados no Brasil, a pesquisa demonstrou que 97% das crianças entre 6 e 9 anos usam a internet. “Outro dado que chama a atenção no país é o uso do Facebook. Apesar da restrição de 13 anos, 54% das crianças têm perfil na rede social”, alerta Mariano Sumrell, diretor de Marketing da AVG Brasil. Como consequência direta desse uso desenfreado, 27% das crianças entre 6 e 9 anos já sofreram com o cyberbullying. “Os pais precisam estar mais atentos aos perigos. A criança não sabe quem está do outro lado”, completa Mariano.
Em artigo publicado pelo site americano Huffington Post, a terapeuta ocupacional pediátrica Cris Rowan disse: “A tecnologia priva a criança do envolvimento com esses fatores. E, em algumas delas, isso tem retardado o desenvolvimento cerebral e físico.”
(…) A diretora pedagógica do colégio Seriös, Andrea Bichara, garante: a melhor decisão ainda é restringir o uso. “Do sexto ao nono ano, fizemos uma experiência em 2014: eles puderam acessar nos intervalos e no horário de almoço. Foi desastrosa. Ninguém conversava com mais ninguém. Havia um isolamento que contrariava o que a escola acreditava, que são as relações interpessoais.” Agora, os alunos podem usar seus aparelhos durante 15 minutos após o almoço e mesmo essa decisão está sendo repensada. “Eles deixam de interagir entre si para focar em uma tela (…)”.
Uso da internet por crianças no Brasil (Digital Diaries – AVG Technologies)
Entre 6 e 9 anos:
62% participam do mundo digital (Ex: Club Penguin, Webkinz etc.)
54% estão no Facebook, mesmo que a idade mínima seja de 13 anos
15% se comunicam por meio de mensagens instantâneas
21% usam e-mail
Entre 3 e 5 anos:
76% sabem ligar um computador ou tablet
73% jogam on-line
42% sabem abrir um navegador
42% sabem usar um smartphone
43% conseguem escrever o próprio nome
31% sabem o endereço de casa
15% sabem nadar
Fonte: http://sites.uai.com.br/app/noticia/saudeplena/noticias/2014/05/29/noticia_saudeplena,148781/pesquisas-recentes-apontam-que-a-tecnologia-em-excesso-esta-afetando.shtml
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