A Vindicação de Deus (Paul Washer) [21/26] - Chamado ao Evangelho

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quinta-feira, 6 de agosto de 2015

A Vindicação de Deus (Paul Washer) [21/26]


A quem Deus propôs, no seu sangue, como propiciação, mediante a fé, para manifestar a sua justiça, por ter Deus, na sua tolerância, deixado impunes os pecados anteriormente cometidos; tendo em vista a manifestação da sua justiça no tempo presente, para ele mesmo ser justo e o justificador daquele que tem fé em Jesus.  (Romanos 3.25-26)
O início de Romanos 3.25-26 nos diz que foi a vontade de Deus expor publicamente, ou pendurar em um outdoor, seu Filho na cruz do Calvário. Como já afirmamos, no momento específico da história, Deus o ergueu em um madeiro justamente no cruzamento do centro religioso do universo para que todos vissem.[1] De acordo com nosso texto, Deus escolheu esse lugar dos mais públicos para o sacrifício de seu Filho para que viesse a vindicar a si mesmo ao demonstrar de uma vez por todas que ele é um Deus justo. Ainda assim devemos perguntar: por que tal vindicação foi necessária?[2] O texto acima coloca a razão diante de nós: “por ter Deus, na sua tolerância, deixado impunes os pecados anteriormente cometidos”.[3]
De acordo com o apóstolo Paulo, foi necessário que Deus vindicasse a si mesmo, ou provasse sua justiça, porque em sua tolerância ele havia deixado impunes os pecados de seu povo e não aplicou a justiça ou a punição que era devida a ele. Ao longo da história humana, ele havia demonstrado graça e concedido perdão para uma multidão incontável de homens que ele chamou do mundo e declarou que eram seu povo. Contudo, ao fazê-lo, ele expôs a múltiplas acusações de injustiça: Como um Deus justo pode conceder perdão ao perverso, e como pode um Deus verdadeiramente santo chamá-los à comunhão consigo mesmo? Se Deus é justo, por que ele não aplica justiça? Em qual base ele concede perdão para aquela grande multidão de santos no Antigo Testamento? As Escrituras testemunham claramente que os antigos sacrifícios de sangue de bois e cabras não tinham poder para remover o pecado.[4] Então como Deus poderia perdoá-los? Sua tolerância aos pecados prova que ele não é justo? Isso demonstra que ele é tão apático para com o mal que ele pode olhar para o pecado com indiferença ou conceder perdão por uma questão de capricho? O Deus do céu comprometeu sua justiça ao conceder perdão àqueles que deveriam ser justamente condenados?[5] Não fará justiça o juiz de toda a terra?[6] A cruz do Calvário fornece a resposta para todas essas perguntas. Lá, Deus depositou os pecados de seu povo sobre a cabeça de seu Filho. Lá, a justiça de Deus que era devida ao povo de Deus em todas as eras — passadas, presentes e futuras — foi derramada sobre Jesus de Nazaré. Desde o primeiro homem perdoado na dispensação do Antigo Testamento até o último homem perdoado no fim do mundo, todos eles devem seu perdão ao fato de que Cristo morreu por seus pecados. Através da cruz, é como se Deus declarasse a seus acusadores:
Vocês questionam como eu poderia chamar um povo mesmo do perverso período antediluviano e declará-los meus? Vocês exigem explicação sobre porque poupei Noé, quando na verdade ele também deveria ter morrido no dilúvio? Vocês me chamam para explicar o motivo pelo qual chamei o pagão Abrão daquela cidade vil de Ur, creditei justiça a ele, e fiz dele meu amigo? Vocês se perguntam o porquê de eu ter salvado um remanescente da nação de Israel e os abracei como meu tesouro especial ainda que seus pecados exigissem sua rejeição? Vocês tentam entender como eu pude perdoar a multidão de pecados de Davi e chamá-lo de filho meu?
Suas acusações já foram longe demais. Agora respondi a vocês na cruz de meu Filho amado, que foi destinado a morrer pelos pecados de meu povo mesmo antes da fundação do mundo. Ao longo das extensas eras de minha tolerância, meu olho esteve fixo naquele madeiro onde ele sofreria por eles. Tudo o que eu fiz por eles no passado foi baseado no que meu Filho fez por eles agora. Sim, eu perdoei livremente uma grande multidão de homens perversos, perdoei suas obras ilegais, cobri seus pecados e não levei em conta suas transgressões, mas foi porque eu determinei satisfazer cada demanda de justiça contra eles através da obra expiatória de meu Filho amado!
A cruz do Calvário cala todas as vozes e demonstra que cada acusação contra Deus é falsa. Naquele madeiro, ele condenou os pecados de seu povo com perfeita justiça e expiou por seus crimes com um amor que não pode ser medido. Naquele altar de madeira, “encontraram-se a graça e a verdade, a justiça e a paz se beijaram”.[7] Deus vindicou a si mesmo. Ele provou ser tanto justo quanto o justificador daquele que tem fé em Jesus Cristo.[8] A cruz abole quaisquer incertezas a respeito de sua justiça ou intolerância para com o pecado. A cruz prova que quaisquer dúvidas a respeito de seu amor são infundadas e não devem ser acolhidas nos corações de seu povo.


[1] Gálatas 4.4
[2] O Dicionário Webster’s define vindicação como a defesa de qualquer coisa; uma justificação contra a negação ou a censura, ou contra objeções ou acusações.
[3] Romanos 3.25
[4] Hebreus 10.4
[5] Provérbios 17.15
[6] Gênesis 18.25
[7] Salmo 85.10
[8] Romanos 3.26

O Poder e a Mensagem do Evangelho (Paul Washer)Extraído do livro 21º capítulo do livro “O Poder e a Mensagem do Evangelho” de Paul Washer, a ser lançado pela Editora Fiel. Tivemos a oportunidade de traduzi-lo e o privilégio de poder compartilhar pequenos trechos de cada capítulo com vocês.
Tradução: Vinícius Musselman Pimentel. Versão não revisada ou editada. Postado com permissão.
© Editora Fiel. Todos os direitos reservados. Original: A Vindicação de Deus (Paul Washer) [21/26]
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