Um Evangelho de Primeira Importância (Paul Washer) [5/26] - Chamado ao Evangelho

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sexta-feira, 5 de junho de 2015

Um Evangelho de Primeira Importância (Paul Washer) [5/26]

[…] vos entreguei o que também recebi: que Cristo morreu pelos nossos pecados, segundo as Escrituras, e que foi sepultado e ressuscitou ao terceiro dia, segundo as Escrituras. (1 Coríntios 15.3-4)
No texto acima, aprendemos duas importantes verdades sobre o evangelho. Primeiro, não foi o resultado de uma invenção humana, mas de homens movidos pelo Espírito Santo.[1] Logo, ele carrega a plena autoridade da Escritura como uma mensagem soprada por Deus.[2] Segundo, foi uma mensagem uma vez por todas entregue aos santos, e cada geração de cristão é responsável por transmiti-lo inalterado para a próxima geração.[3]

Um evangelho proferido

Quando o apóstolo Paulo escreve que ele “recebeu” o evangelho, ele está reivindicando uma revelação especial. Ele não fabricou a mensagem, nem foi emprestada de outros. Ao contrário, veio até ele através de uma revelação extraordinária de Jesus Cristo. Em Gálatas 1.11-12, Paulo descreve sua experiência em mais detalhes: “Faço -vos, porém, saber, irmãos, que o evangelho por mim anunciado não é segundo o homem, porque eu não o recebi, nem o aprendi de homem algum, mas mediante revelação de Jesus Cristo.”
O propósito de Paulo ao relatar essa experiência singular é demonstrar que seu evangelho tem origem divina. Ele não estava escrevendo para exaltar a si mesmo ou sugerir que seu evangelho fosse de alguma forma diferente daquele dado aos demais apóstolos ou à igreja como um todo. De fato, na mesma carta, após ele relata que submeteu seu evangelho àqueles que tinham grande reputação na igreja de Jerusalém e que eles nem o corrigiram nem acrescentaram nada a seu entendimento.[4] Paulo tenciona mostrar com tudo isso que há só um único verdadeiro evangelho. O qual nasceu no coração de Deus e foi entregue para igreja através dos apóstolos. É uma palavra eterna e imutável que transcende tanto tempo como cultura. Não deve ser modificado ou adaptado para agradar os paladares de diferentes culturas ou épocas, mas deve ser considerado com a mais alta estima como uma verdade absoluta e imutável.
Por essa razão, nós que nos tornamos recipientes e despenseiros do evangelho devemos aprender a lidar com ele com grande cuidado, e até mesmo temor. Judas, o meio-irmão do Senhor, exorta-nos a batalhar, diligentemente, por essa fé evangélica que uma vez por todas foi entregue aos santos, e o apóstolo Paulo nos admoesta a guarda-lo como um tesouro a nós confiado.[5] Ele chegou até a pronunciar uma maldição sobre qualquer homem ou anjo que, por qualquer motivo, alterasse seu conteúdo: “Mas, ainda que nós ou mesmo um anjo vindo do céu vos pregue evangelho que vá além do que vos temos pregado, seja anátema. Assim, como já dissemos, e agora repito, se alguém vos prega evangelho que vá além daquele que recebestes, seja anátema.”[6]
Cada geração de cristãos deve compreender que um evangelho eterno lhes foi entregue.[7] Como despenseiros, é a nossa    incumbência preservar o evangelho sem adições, subtrações ou qualquer tipo de modificação. Alterar de qualquer forma o evangelho é trazer uma maldição sobre si e transmitir um evangelho corrupto para a próxima geração. Por essa razão, o apóstolo Paulo alerta o jovem Timóteo a tomar cuidado com as verdades que lhe foram confiadas, e Paulo lhe promete que assim fazendo ele garantiria salvação tanto a si mesmo como aqueles que o ouvissem.[8]
Nós que recebemos o evangelho temos a temível obrigação de entrega-lo com toda a sua plenitude e pureza apostólicas. Essa obrigação não é somente para com Deus, mas também para com nossa própria geração e a que virá. O apóstolo Paulo declara a igreja em Roma que ele era um “devedor tanto a gregos como a bárbaros, tanto a sábios como a ignorantes”.[9] De forma similar, nós também somos devedores a todos os homens viventes e às incontáveis gerações que virão. Ao ponto que se assim não procedermos, seremos inimigos da cruz de Cristo, pedras de tropeço no meio do reino e culpados de naufragar a fé de muitos.[10] Como ministros do evangelho, uma confiança foi depositada sobre nós que é tanto terrível como maravilhosa. Quem, porém, é suficiente para estas coisas? Quem é competente para tal tarefa?[11]
Conhecer a seriedade da nossa incumbência nos permite sermos diligentes em nos apresentar aprovados como obreiros que não têm de que se envergonhar, que maneja bem a palavra da verdade.[12] Imitemos Esdras, o escriba, que “tinha disposto o coração para buscar a Lei do SENHOR, e para a cumprir, e para ensinar em Israel os seus estatutos e os seus juízos.”[13] Sigamos o exemplo dos sacerdotes piedosos que Deus honrou através do profeta Malaquias: “ele me temeu e tremeu por causa do meu nome. A verdadeira instrução esteve na sua boca, e a injustiça não se achou nos seus lábios; andou comigo em paz e em retidão e da iniqüidade apartou a muitos. Porque os lábios do sacerdote devem guardar o conhecimento, e da sua boca devem os homens procurar a instrução, porque ele é mensageiro do SENHOR dos Exércitos.”[14]
Há algo pior que permanecer em silencia enquanto os perdidos deste mundo correm impetuosamente para o inferno: o crime de pregar um evangelho diferente do que aquele passado aos santos. Por essa razão, devemos evitar o evangelho do evangelicalismo moderno, pois é um evangelho aguado, entalhado pela cultura e truncado que permite aos homens agarrar-se a uma forma de piedade, negando-lhe, entretanto, o poder, professar conhecer a Deus, entretanto, negando-o por suas obras e chamar a Jesus de “Senhor, Senhor” enquanto não fazem a vontade do Pai.[15] Ai de nós se não pregarmos o evangelho, mas pior desgraça nos virá se o pregarmos incorretamente![16]


[1] 2 Pedro 1.21
[2] 2 Timóteo 3.16
[3] Judas v. 3
[4] Gálatas 2.1-10
[5] Judas v.3; 2 Timóteo 1.14
[6] Gálatas 1.8-9
[7] Apocalipse 1.6
[8] 1 Timóteo 4.15-16
[9] Romanos 1.14
[10] Filipenses 3.18; Mateus 13.41; 1 Timóteo 1.19
[11] 2 Coríntios 2.16
[12] 2 Timóteo 2.15
[13] Esdras 7.10
[14] Malaquias 2.5-7
[15] 2 Timóteo 3.5; Titus 1.16; Mateus 7.21
[16] 1 Coríntios 9.16


O Poder e a Mensagem do Evangelho (Paul Washer)Extraído do livro 5º capítulo do livro “O Poder e a Mensagem do Evangelho” de Paul Washer, a ser lançado pela Editora Fiel. Tivemos a oportunidade de traduzi-lo e o privilégio de poder compartilhar pequenos trechos de cada capítulo com vocês.
Tradução: Vinícius Musselman Pimentel. Versão não revisada ou editada. Postado com permissão.
© Editora Fiel. Todos os direitos reservados. Original: Um Evangelho de Primeira Importância (Paul Washer) [5/26]
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